Ideologia de Gênero, Educação e “Direitos Sexuais”

Ideologia de Gênero, Educação e “Direitos Sexuais”

Há um curioso paradoxo na afirmação de que as opções sexuais de cada um são um assunto privado, por um lado, e a frenética luta para promover a educação sexual de crianças e adolescentes, a ideologia do gênero e o casamento civil homoafetivo, de outro. É um paradoxo perverso. Porque silencia.

Silencia porque cada vez que alguém tenta falar publicamente sobre os temas acima, de modo a expor suas próprias opiniões sobre o assunto, há sempre alguém que retruca agressivamente com a afirmação de que a conduta sexual de cada um, as escolhas sexuais de cada um, são assunto estritamente particular e privado, e por isto aqueles que manifestam-se no sentido de que a ideologia de gênero não é matéria adequada para a educação de nossos jovens, que a identidade sexual não pode prescindir do seu componente biológico para estabelecer-se, e que a família não pode prescindir da complementariedade e da fecundidade para definir-se são agredidos como se fossem apenas moralistas, retrógrados e reacionários, além de fanáticos religiosos, que querem impor seus próprios padrões de moralidade aos outros. Vivam e deixem viver, dizem os defensores dessas ideologias. Não se metam nas escolhas sexuais dos outros, dizem eles, porque vivemos num país livre e laico e não lhes cabe impor a nós a (suposta) opressão heterossexual e a discriminação de cidadãos com base em preferências sexuais.

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