Abertura do Ano Santo da Misericórdia

O Papa Francisco inaugurou, no dia 8 de dezembro de 2015, o 29º Jubileu da história da Igreja Católica – um Ano Santo extraordinário centrado no tema da Misericórdia que decorre até 20 de novembro de 2016.

No dia da Imaculada Conceição, diante de milhares de fiéis, o Papa Francisco abriu a Porta Santa na Basílica de São Pedro de Roma, ao mesmo tempo em que serão abertas as portas santas de todas as dioceses do mundo, para que todos possam viver o Jubileu. O Papa emérito Bento XVI atravessou a Porta Santa logo após Francisco.

Confira o vídeo com a abertura da Porta Santa.

Abaixo seguem alguns detalhes sobre como viver o Ano Santo, de acordo com a bula papal, com a qual o Papa convocou este jubileu.

O que é um Ano Santo ou Jubileu Extraordinário?
Na tradição católica, o Jubileu é o ano que a Igreja proclama para que as pessoas se convertam em seu interior e se reconciliem com Deus, por meio da penitência, da oração, da caridade, dos sacramentos e da peregrinação, “porque a vida é uma peregrinação e o homem é um peregrino” (MV 14).

Em todos os anos santos é possível ganhar indulgências, graças especiais que a Igreja concede e que podem ser aplicadas à remissão dos próprios pecados e suas penas, ou também aos defuntos que estão no purgatório.

O lema deste Ano Santo é “Misericordiosos como o Pai”, e a principal intercessora do Jubileu é Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe de misericórdia.

A cada 25 anos, a Igreja celebra um Ano Santo Ordinário. O próximo será em 2025. Fora dos anos santos ordinários, a celebração do Ano Santo é “extraordinária”.

Por que este Ano Santo é o da misericórdia?
O Papa quis que o tema fosse a misericórdia para nos unir mais ao rosto de Cristo, no qual se reflete a misericórdia do Pai, que é “rico em misericórdia” (MV 1). A misericórdia é superior à justiça. Deus é justo, mas vai muito além da justiça, com sua misericórdia e seu perdão. E é isso que podemos vivenciar neste Ano Santo.

Quando começa e quando termina este Ano Santo?
O Ano Santo começa no dia 8 de dezembro de 2015, com a celebração dos 50 anos do final do Concílio Vaticano II, e termina na festa de Cristo Rei, em 20 de novembro de 2016, o último dia do ano litúrgico.

O que o Papa pede que façamos?
O Papa Francisco insiste na iniciativa “24 horas para o Senhor, que desejo que seja celebrada em toda a Igreja”, entre a sexta-feira e o sábado antes do 4º domingo da Quaresma, porque “é expressão desta necessidade da oração”.

Além disso, ele aconselha que pratiquemos as obras de misericórdia, além de viver intensamente a oração, o jejum e a caridade na Quaresma (MV 17); também recomenda que nos confessemos, para poder receber melhor as graças do ano jubilar. E que cada um realize uma peregrinação, de acordo com suas capacidades, para atravessar a Porta Santa.

É preciso ir a Roma para atravessar a Porta Santa e ganhar indulgências?
Não. Você pode ir à catedral da sua diocese ou às igrejas e basílicas destinadas a isso. Em cada diocese haverá uma Porta Santa e, cruzando-a, você ganhará as indulgências do Ano Santo (quando a peregrinação for acompanhada de confissão, comunhão no dia da peregrinação, um ato de fé – recitação do Credo – e uma oração pelo Papa).

Em Curitiba as Igrejas são:

  • Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
  • Santuário da Divina Misericórdia
  • Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
  • Santuário Nossa Senhora do Carmo
  • Santuário Nossa Senhora de Guadalupe
  • Santuário Santa Rita de Cássia
  • Santuário Nossa Senhora de Schoenstatt.

O que são as obras de misericórdia?
Existem 14 obras de misericórdia, 7 espirituais e 7 corporais.

Obras de misericórdia corporais:
1- Dar de comer a quem tem fome;
2- Dar de beber a quem tem sede;
3- Vestir os nus;
4- Visitar os doentes;
5- Visitar os presos;
6- Acolher os peregrinos;
7- Enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais:
1- Dar bom conselho;
2- Corrigir os que erram;
3- Ensinar os ignorantes;
4- Suportar com paciência as fraquezas do próximo;
5- Consolar os aflitos;
6- Perdoar os que nos ofenderam;
7- Rezar pelos vivos e pelos mortos.

O que são e o que fazem os “missionários da misericórdia”?
O Papa Francisco anunciou que enviará padres em todas as dioceses, chamados “missionários da misericórdia”, os quais poderão celebrar missões pregadas nas paróquias e despertar o chamado à misericórdia. Além disso, poderão perdoar pecados muito grandes, como crimes mafiosos, assassinatos cometidos para enriquecer, bem como o gravíssimo pecado da corrupção.

É necessário se confessar no Ano Santo?
Durante o Ano Santo, a reconciliação com Deus é vivida especialmente através do sacramento da confissão, muito unido ao da Eucaristia. É aconselhável confessar-se várias vezes ao longo do Jubileu, para experimentar mais profundamente a misericórdia de Deus.

Qual é a importância do Ano Santo no pontificado de Francisco?
O centro do pontificado do Papa Francisco é a misericórdia de Deus e, portanto, este ano jubilar é o cume do seu pontificado.

O Ano Santo é importante para outras religiões?
A misericórdia “ultrapassa os confins da terra” (MV 23); ela nos relaciona com o judaísmo, como se vê no Antigo Testamento, em que a misericórdia de Deus é evidente; também os relaciona com o islamismo, que atribui ao Criador os nomes de “misericordioso” e “clemente”. O Papa Francisco pede o diálogo com todas as “nobres tradições religiosas” do mundo.

Fonte: Canção Nova e Aleteia.ogr